Um blog para transformar prazer em consciência.

Você acha que está vivo(a), mas talvez só esteja funcionando, tal qual um robô, ou pior, um zumbi.
Existe um segredo escondido bem aí: sua sexualidade é a chave da sua liberdade.
E não, não é pecado. É caminho espiritual.

Neste blog, você vai descobrir como o prazer pode te despertar,
virar seu mundo do avesso e te mostrar a verdade que mora em você.

Preparado(a) para renascer?

  • Prazer é caminho. Não pecado.

    Quando foi a última vez que você se sentiu vivo(a)?
    Pode parecer uma pergunta meio esquisita, né? Afinal de contas, estamos respirando, trabalhando, nos relacionando, vivendo nossas vidas normalmente, certo?

    Mas — por incrível que pareça — fazer todas essas coisas não significa, de fato, estar vivo. Muito menos consciente.

    E é aí que eu entro na jogada, pra te contar um segredo que foi escondido de você por tanto tempo, de propósito:
    sua sexualidade é a chave da sua liberdade — especialmente das prisões que você nem percebe que vive.

    Se você acha que já está vivo(a), vem comigo.
    Vou te mostrar, na prática, como a sua sexualidade pode transformar a forma como você percebe o mundo.
    Vai trazer consciência, luz, verdade.

    Sim, verdade.
    Porque quando você começa a sentir de verdade, você começa a ver.

    E me diz: quando você imaginou que se masturbar poderia te tirar do “pecado” e te colocar no caminho espiritual com prazer?

    Pois é.
    Essa jornada vai virar suas convicções do avesso.
    Um novo paradigma vai nascer.
    E com ele, você vai renascer também — livre, consciente, guiado(a) pelo prazer e não pela culpa.

    Preparado(a) pra mergulhar nas próximas palavras?

    Masturbação: a chave para a liberdade?

    O que vem à sua cabeça quando você escuta a palavra masturbação?

    Talvez a imagem de um homem sozinho, vendo pornografia de madrugada, frustrado com a própria vida? Ou quem sabe a de uma mulher descontrolada, viciada em prazer, com dificuldade de se relacionar?

    Esses estereótipos são comuns e mostram o quanto esse assunto ainda está cercado de medo, culpa, vergonha e desinformação.

    Mas aqui entre nós: masturbação é muito mais do que isso. Ela pode ser usada como ferramenta de autoconhecimento, de ativação do seu fogo interno e de condução da energia sexual pelo corpo. Essa energia, quando bem direcionada, pode gerar cura, expansão de consciência, prazer profundo e estados de presença alinhados com o que realmente importa para você.

    E sim, existe um jeito de se masturbar com intenção, consciência e profundidade. Quando você aprende isso, a masturbação deixa de ser um ato automático e vira uma prática poderosa. Quer saber por quê? Continue aqui comigo que eu vou te mostrar.

    Masturbação e repressão: como tudo começou

    Desde a antiguidade, a masturbação vem sendo tratada como algo sujo ou pecaminoso. A pessoa sente prazer, mas logo em seguida vem o vazio, a culpa, o medo de estar fazendo algo errado. E, por trás disso tudo, há uma ideia muito forte de que sentir prazer sozinho abre portas para que algo ruim aconteça, como se alguém fosse sugar sua energia.

    Algumas crenças antigas dizem até que ejacular fora do casamento cria demônios espirituais que passam a drenar sua força vital. Outras afirmam que derramar sêmen é desperdiçar energia criativa.

    A verdade é que todas essas narrativas têm algo em comum: elas tentam controlar a forma como você lida com o seu prazer e com a sua energia. Inclusive religiões que falam abertamente sobre sexualidade, como o Gnosticismo, também acabam tentando definir como você “deveria” usar essa energia.

    Mas a proposta aqui é outra: é devolver para você o direito de escolher. De perceber que você é parte de um todo, que tem autonomia para criar sua própria realidade — sem medo, sem culpa, sem depender de regras pré-definidas.

    Você não precisa se proteger do prazer. Ao contrário: quando você se conecta de forma consciente com seu corpo, com seu prazer e com sua energia, você se fortalece, se ilumina, se protege naturalmente.

    Na maioria das vezes em que nos sentimos drenados ou sugados, não é um “espírito do mal” nos atacando — são nossas próprias crenças, traumas e bloqueios internos descarregando nossa energia. E a masturbação consciente é uma aliada nesse processo de reconexão.

    O medo da energia sexual

    Talvez você já tenha ouvido falar em energia Kundalini — e talvez isso tenha te causado medo. E se eu despertar essa energia e ficar descontrolado? E se eu virar um “cavalo bravo”, como dizem por aí?

    Calma. Não é assim que funciona.

    A energia sexual é a mesma energia da criação. Quando você aprende a conduzi-la, você não perde o controle — você ganha clareza. Você se sente mais vivo, mais inteiro, mais presente.

    O que o Ocidente fez com o prazer

    Enquanto nas antigas civilizações do Oriente (Índia, Egito, China) a masturbação era vista como forma de conexão espiritual, no Ocidente a coisa mudou de rumo.

    Com o crescimento das religiões judaica, cristã e islâmica, o prazer passou a ser cercado por normas rígidas. Masturbar-se virou pecado por três motivos principais:

    • Era um prazer solitário, fora do casamento e sem função reprodutiva.
    • Mostrava que o corpo era autossuficiente, e isso incomodava sistemas que queriam gerar dependência.
    • Era visto como uma forma de dispersar a energia vital, algo perigoso para quem queria controlar o comportamento das pessoas.

    👉 Santo Agostinho, por exemplo, dizia que o prazer pelo prazer era luxúria — e isso bastava para considerá-lo pecado.

    Mais tarde, entre os séculos XVIII e XIX, surgiram teorias pseudocientíficas que associaram a masturbação a doenças como cegueira, loucura, infertilidade e até morte.

    Livros como “Onania” (1716) e os conselhos absurdos do Dr. Kellogg (sim, o mesmo dos cereais) espalharam ainda mais medo. Ele recomendava dietas sem sabor e até mutilações para evitar a masturbação.

    E adivinha? Isso afetou ainda mais as mulheres.

    O apagamento do prazer feminino

    Durante séculos, o prazer da mulher foi simplesmente ignorado. Ela era tratada como propriedade do homem, e seu corpo deveria apenas gerar filhos, ser submisso e “puro”.

    O clitóris foi ignorado por anos na medicina. A masturbação feminina era vista como doença, histeria, desvio moral.

    Por isso, quando uma mulher se masturbava, ela estava — sem saber — praticando um ato de liberdade e poder. E por isso foi silenciada.

    Masturbação como revolução pessoal

    Quando uma pessoa aprende a gerar prazer sozinha, ela se torna mais inteira, menos manipulável. E isso assusta.

    Assusta sistemas baseados em controle, culpa e obediência.

    Na visão gnóstica, o corpo é o templo da alma. A energia sexual é consciência viva. Reprimir essa força é afastar o ser humano de si mesmo.

    A ciência do prazer: corpo, mente e presença

    O prazer sexual começa no cérebro, não nos genitais.

    As áreas mais envolvidas com o prazer são:

    • Sistema límbico – onde nascem as emoções
    • Córtex pré-frontal – onde mora a atenção e a presença
    • Hipotálamo e glândula pituitária – que liberam dopamina, oxitocina, endorfina

    Estudos mostram que, quanto mais atenção plena (mindfulness) se tem durante o ato sexual (sozinho ou com alguém), maior é o prazer. Porque o corpo sente segurança, conexão e presença.

    📚 Fonte: Brotto, L. A. (2013). Mindfulness and sexual wellbeing: The science behind it.


    E olha, tem mais…

    Existem técnicas respiratórias específicas para praticar durante a masturbação. Também dá pra treinar o músculo PC (aquele mesmo do períneo), que ajuda a conduzir a energia pelo corpo e potencializa o prazer.

    Vem me acompanhando nos próximos textos que vou te entregar o ouro! ✨🔥🌹